
Os últimos dados divulgados pelo IBGE acerca do PIB brasileiro mostram que já se vive um quadro de recessão na Economia Brasileira. Para tanto, os dados apontam para a queda de 0,8% do PIB no primeiro trimestre de 2009, e essa variação corresponde à comparação com o último trimestre de 2008 que já demonstrava queda de 3,6% em relação ao trimestre anterior. Doravante, o Governo Federal deve adotar mais medidas anticíclicas para alavancar a economia. Entre as mais esperadas temos a redução dos juros básicos da Economia que já estão em trajetória descendente com 9,25% ao ano, e em sintonia com estas reduções devem seguir melhorias nas facilidades de acesso ao crédito. Tais medidas visam ampliar o investimento e o consumo impulsionando a demanda agregada da Economia Brasileira. Portanto, os consumidores devem ficar atentos às facilidades na compra de bens, principalmente, imóveis.
O setor da construção civil é um dos que mais empregam e por isso deve ter um tratamento atencioso como mecanismo de recuperação da Economia Brasileira. Além disso, o crédito imobiliário está mais acessível ao consumidor, e nos últimos meses os bancos têm facilitado as condições e os prazos de financiamento da casa própria. Em maio de 2009, o Bradesco ampliou o prazo de financiamento de 25 para 30 anos e reduziu a taxa de 10% para 8,9% ao ano mais a TR (taxa referencial) para imóveis de até 120.000 mil. O Banco do Brasil no mês de junho alongou o prazo de financiamento também para 30 anos e reduziu em algumas faixas para até 8,4% ao ano mais a TR. Na C.E.F. (Caixa Econômica Federal) os juros variavam de 8,4% até 11,4% mais a TR dependendo da faixa que o valor do imóvel se enquadra. No entanto, com as novas condições adotadas pela Caixa Econômica os juros podem cair para até 8,2% ao ano mais a TR dependendo do valor do imóvel e do nível de relacionamento do cliente com o Banco.
Outros Bancos também estão operando neste Mercado como o Banco Nossa Caixa e o Itaú. Então, o acirramento da concorrência é necessário para a melhoria das condições para o consumidor. É regra geral que na maioria dos bancos citados houve o aumento do importe disponível para crédito imobiliário. Outra variável a ser observada é que os limites para o comprometimento da renda do consumidor chegam até 30% do valor da prestação.
Diante deste cenário de recessão e ao mesmo tempo de facilidade na aquisição da casa própria. O consumidor deve estar se questionando: comprar ou esperar? É importante pesquisar os juros dos empréstimos, pois como vimos eles mudaram muito nos últimos meses, e podem continuar a aparecer mais facilidades. É necessário adequar a capacidade de pagamento ao financiamento do imóvel, assim, o comprometimento menor da renda do consumidor com a prestação pode lhe dar melhores condições de negócio, por exemplo, um comprometimento de 10% com a prestação trazem menos riscos ao Banco e ao consumidor.
O consumidor deve observar qual a faixa de valor do imóvel que quer adquirir. Dependendo da faixa, um ou outro Banco pode ser mais vantajoso. Atenção redobrada para o CET (Custo Efetivo Total ou de Financiamento) que inclui tudo que o consumidor vai pagar (seguros, juros e outros encargos), não devendo se iludir com taxas de juros menores. Comprar imóveis necessita de planejamento e então, se estiver nos planos do consumidor, este pode ser um bom momento.
Portanto, apesar de vários setores da Economia passar por dificuldades. O setor imobiliário, no quesito crédito não sofre deste entrave. Assim, com os programas federais que subsidiam a aquisição da casa própria para os consumidores de baixa renda aliados as melhores condições de crédito oferecidas pelo aumento da concorrência, temos um cenário otimista quanto a este setor para o ano de 2009, mesmo diante da recessão econômica.
Almir Bruno
Professor de Economia da Universidade Federal do Maranhão

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